Posted in Uncategorized on julho 28, 2019 by rjgorosito

O radio toca uma canção
O grito abafado pelo gole de whisky
O olhar turvo pela fumaça do cigarro
A cabeça rodando com o corpo parado
Os ouvidos irritados com o silencio interrompido
Nem cinco minutos guardados dentro de um cigarro
A canção acaba.
Têm dias que a saudade bate…
Mas têm noites que ela espanca!

Felicidade mascarada

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Carnaval
fantasia
máscaras
possibilidades
tempo de alegria
tempo de diversão
tempo de dispersão
Carnaval
com a cara suja
a alma escondida
a libertinagem aflorada
a liberdade fantasiada
Carnaval
em blocos
em grupos
em clubes fechados
em massa
Carnaval
multidão entorpecida
baterias envenenadas
passistas enfeitiçadas
Carnaval
das bebidas proibidas
dos beijos proibidos
dos amores passageiros
Carnaval
do samba envergonhado
da fantasia rasgada
da máscara caída
das cinzas da quarta-feira
Carnaval, carnaval
eu fico triste quando chega o carnaval.

Insônia

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Têm noites que a insônia te pega.
Dessas que surgem do nada e que nada te apresentam.
Você vire e revira, volta ao mesmo lugar…
Pensa, repensa, levanta, deita

Têm noites que a insônia te pega.
Seus pensamentos lhe traem,
Sua confiança lhe trai,
Sua auto-estima lhe trai

Têm noites que a insônia te pega.
pode ser por horas
pode ser por dias
pode ser por um pensamento

Têm noites que a insônia te pega.
Têm noites que a insônia não te deixa.
Têm noites que a insônia é sua companheira.
Têm noites…
Tem insônia…
Têm deixas…

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Quando seus piores medos se realizam.
Quando tudo o que contávamos some…
Algo ainda nos motiva
A tentar consertar o passado.
Ou achar nosso futuro.
Sendo que só o presente
Necessita da nossa atenção. 
E suas infinitas possibilidades!

Um conto erótico

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Eles já se conheciam e não era de hoje.
Nunca se tocaram ou beijaram, porém o flerte pairava em seus olhares.
Ela, elouquente, com uma baita postura de dominadora, exalava sexualidade enquanto ele, com um estilo próprio, calado e observador evitava os holofotes.
Não fazia calor, tampouco frio. A temperatura estava amena – ao contrário do sangue fervilhando nele enquanto fitava os olhos nela.
Um batom vermelho, uma roupa peça única, com aqueles tecidos leves, que deslizam pelo corpo suavemente… seus seios se insinuavam na liberdade daquele tecido, nada os segurava… Ele quase fazia um contorcionismo com os olhos para fitar os mamilos dela…
Acende um cigarro, pega uma bebida, sorri…
Enquanto ela está rodeada, ele só observa. Ela percebe. Sorri e acena…
Aos poucos, as pessoas começam a dispersar e ele se aproxima…
Conversam um pouco e combinam de continuar o papo fora dali.
Bar, bebidas, cigarros, risos e muito flerte no olhar…
Nessa altura, faziam uns 16 graus, chovia pouco, quase uma garoa, mas ele tirara sua jaqueta de couro e estava suando e ela também não conseguia conter o calor…
Era uma Guerra fria de desejo. Nesse caso, quente. Muito quente!
Os dois queriam isso, desejavam isso, mas algo no universo parecia sempre conspirar contra. Mas nessa altura da noite ele não mais se importava com deuses e universo.
Cruzou a linha! Havia percebido que estava fora de qualquer limite ou fronteira. Mesmo que fosse um território proibido, não havia sinal ou alguém que lhe impedisse de avançar. Quase quatro da manhã e o bar começa a baixar as portas… pegamos uma bebida e resolvemos caminhar um pouco e continuar com a conversa rua afora. A chuva aperta! Vem forte! Ela prefere ir pra casa e diz que já havia estendido demais o nosso papo… Suas palavras não concordavam com o desejo em seus olhos… Parecia o universo jogando um balde d`água fria, literalmente! Ela Morava há uns 200 metros de onde estávamos e ele disse: tudo bem, você tem razão. Ao menos, te acompanho até sua porta. Começaram com passos largos, mas a chuva aumentou… Riram e resolveram correr. Ela, com seu salto e ele com sua bota, Inebriados pelo álcool e risos e flerte, não tinham firmeza em seus pés. Ele a segura pela mão, firme, e conduz até a porta de casa. Na marquise de sua entrada, molhada, com o vestido de tecido suave colado ao corpo, cabelos molhados, eles trocam olhares enquanto ficam rindo de tudo. Olhando entorno, só se via o branco da chuva. Como se a cidade sumisse. Eram só eles ali (e o porteiro). A temperatura externa cai com o vento e subitamente todo o corpo dela fica arrepiado. Ele vê uma gota quase caindo da franja dela e calmamente passa a mão e desliza os dedos circulando sua cabeça até chegar na nuca. Suas mãos quentes e firmes arrancam um suspiro dela e o corpo realça os arrepios. Bem calmo, ele se aproxima, beija o canto de sua boca e morde suavemente o pescoço dela enquanto sussurra:  – vamos subir antes que o mundo acabe!
Ela segura firme na cintura dele, aperta e olhando em seus olhos declara o desejo e a incerteza. Em um pequeno gesto de carinho, ele demonstra que nada sairá do controle.
Passaram pelo porteiro, com a pose de tudo bem, enquanto riam como adolescentes (coisa que não eram…). Entram no elevador. Prédio antigo. Porta pantográfica. Doze andares. Sem câmera de segurança!
Nesse momento ela se libertou. Com desejo e voracidade agarrou-o pelos cabelos e beijou com toda sua vontade! As suas unhas cravaram no pescoço dele como se fosse a presa de uma leoa. Aquele momento em que o tesão aflora e se mistura com a raiva. O misto de sentimentos incontroláveis. Ela olhando sedenta para ele com a expressão de que iria devorá-lo. Ainda estavam no quarto andar! Ele riu e inverteu a situação. Pressionou o corpo dela contra a parede. Com uma das mãos segurou as mãos dela acima da cabeça. Começou mordiscando seu pescoço, beijando sua orelha, enquanto apertava firme suas ancas, deixando a marca dos dedos nela. A boca dela procurava pele dele… mas ela não conseguia se soltar. Estava presa em sua fantasia e desejo. Ele apertava firmemente seus seios e percebia as coxas dela se contraírem. Mordiscava sua boca e sentia o coração acelerar. A respiração ofegar. As mordidas e apertões ficarem mais intensos e o elevador abrir a porta. Chegou! Cruzaram o pequeno corredor entrelaçados em beijos. Ela prepara para abrir a porta. Nesse momento, ao se virar, ele enfia a mão por entre os cabelos dela, levantando-os e morde sua nuca enquanto a puxa com força pela cintura contra o corpo dele pressionando-a contra a porta. Ela geme, suspira e se contorce tentando priorizar se abre a porta ou se entrega ali mesmo. Ele ajuda, abre a porta. O bater da porta pareceu o ressoar do sino de um ringue de lutas. Duas pessoas alphas disputando o posto de dominador do prazer.
Ela voraz, excitada, começa a tirar a roupa dele, enquanto o beija com desejo. O deixa completamente nu. Rijo! Começa a morder com a violência desmedida do tesão, deixando marcas… Ele continua no papel de presa. Se entregando ao desejo dela, ainda vestida… Ela  agarra as coxas dele,  com unhas e força e se inclina para iniciar o sexo oral… em um pequeno movimento, ele passa por la e sai. Aproveita a inclinação para colocá-la no chão. Em uma luta, seria passar a guarda. Levanta seu vestido e tira sua única peça intima. Usa a mesma para amarrar as mãos dela ao pé da cama. E começa a morder suas coxas. A parte de dentro da coxa. Aperta as pernas dela… passeia com as mãos pelo corpo dela… suavemente arrebenta as alças de seu vestido e aprecia o momento. O desejo em seus olhos faz com que ela enlouqueça. Ele se começa a deslisar o seu corpo contra o dela… com uma das mãos segura firme em sua anca e com a outra aperta seu seio. Enquanto isso, sua língua contorce e desliza pela intimidade dela em movimentos infinitos. Suas mãos alternam de lugares que ela se sente tocada por um polvo, quase em todos os lugares ao mesmo tempo. Seu corpo reage, sua respiração aumenta e os gemidos se elevam. Nesse momento, ela já está entregue. Ele não para com a provocação. Ela goza. Ao perceber, com um pouco de sadismo e muito tesão, ele insiste. Naquele momento que ela está mais vulnerável, sensível pela excitação e orgasmo, um misto de não me toca que eu vou te matar e continua que quero morrer aqui. Ele a toca! E Provoca! Ela se solta do pé da cama com fúria e sexo nos olhos. Segura ele pelos cabelos, dá um tapa em sua cara e o joga deitado no chão! Arranca a roupa dele! Nessa momento o olhar dela era de assassina. Como se a meta fosse matá-lo de prazer. E se coloca sobre ele a cavalgar. Fazendo movimentos com seu quadril forçando ele a se entregar ao gozo. Ele não resiste. Se rende! A satisfação no olhar dela… porém ela não permite. Interrompe! E diz que não irá deixar ele gozar como punição! Ele ri e a ataca novamente. Provocando, tocando, excitando até ela gozar e ficar sensível e se enfurecer… Ficaram horas nessa briga de gato e rato. Ele a fazia gozar e ela o impedia… Exaustos, com corpo sensível, mente atordoada, lá pelas dez da manhã eles se rendem, se entregam e gozam simultaneamente antes mesmo do mundo acabar.

Analise Sintática

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Uma sujeita simples
cercada de predicados
que adjetiva meus substantivos
toda indefinida, me completa a frase
toda singular, me pluralize
seu verbo transita livre
sem adjunto ou pré posições
conjuga o futuro mais que perfeito
rasga o verbo:
A gente junto só é errado na gramática!

ah, seu olhar

Posted in Uncategorized on julho 24, 2019 by rjgorosito

Queria descrever seu cheiro
mas não consigo;
me entorpeceu.
Queria descrever seu corpo
mas não lembro;
me envolvi.
Queria descrever seu sexo
mas não me sinto capaz;
me inebriou.
Queria gritar seu nome
mas não me sinto no direito;
me calou.
Agora o seu olhar…
Ah, seu olhar…
Esse eu me perdi!